O que há por vir.

Written on 20:57 by Jóta Stilben

Procuro um chão de terra batida

onde o asfalto ainda não preencheu
Um por-de-sol, ou manhã nascida
que um prédio qualquer não corrompeu.

A mesa da vida que não tenha um pano em cima
E se tiver, que não tenham apostado
À tragar o errado, e na rima
Fazê-lo inesperado.

Na vida, pouca coisa me arrasta,
E na pasta, a poesia que é rouca
deixaria de fingir-se de casta

Pois, se o mel da morena me adoça a boca
E se o futuro não vem de forma louca,
Nada mais, além disso, me basta.

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